Fado da Idanha

O Fado da Idanha é da autoria de Ricardo Borges de Sousa, guitarrista da primeira metade do séc. XX (1860-1930). Trata-se de um fado rápido e alegre, em tom maior, e a sua execução à viola não é especialmente problemática, uma vez que tem apenas 2 acordes principais, sendo as passagens pouco variáveis. Este fado tem várias versões, sendo a mais popular a versão Fado da Idanha cantada por Maria Teresa de Noronha. Outras letras são Malmequer, Eu gosto da minha casinha (ambos cantados por Amália Rodrigues). Vamos estudar este fado utilizando a letra cantada por Ada de Castro, Na crista daquela onda, numa letra de Carlos José Teixeira. Na viola está José Maria Nóbrega.

Este fado é muito fácil de acompanhar: basta seguir sempre o mesmo esquema E e B7.

Aqui vai o vídeo:

Apontamentos prévios:

  • O esquema mantém-se durante a música toda. Depois da introdução, que é representada mais abaixo, basta ir sempre do ponto (a) ao ponto (b) e recomeçar sempre a mesma sequência.
  • O acorde B7 faz-se de duas maneiras seguidas (x24242 e x21202).

Nota habitual :
São assinalados (entre parênteses) por a, b, c, etc., os esquemas de transição mais comuns. Esses esquemas são representados mais abaixo neste artigo (clique na imagem para ampliar). Quando várias letras aparecem, “(a,b)” por exemplo, significa que o tocador pode utilizar qualquer uma das passagens (a) e (b). Agradeço todos os comentários e correcções: lembro que sou apenas um amador que toca fado para divertimento pessoal.

Intro: E – B7

E                                  B7
O meu amor prometeu-me
.                                  E
Vir numa onda do mar
.                                    B7
O meu amor prometeu-me
.                                  E
Vir numa onda do mar
.                                B7
Eu fui a correr à praia
.                                    E
Ver o meu amor chegar
.                               B7
Eu fui a correr à praia
.                                         E
Meu amor para te abraçar

Passei a tarde inteirinha
A ver as ondas do mar
Passei a tarde inteirinha
A ver as ondas do mar
Naquela praia sozinha
Até os olhos cansar
Naquela praia sozinha
Na esperança de te encontrar

E já o sol se escondia
P’ra além das ondas do mar
E já o sol se escondia
P’ra além das ondas do mar
Na crista daquela onda
Vi-te meu amor chegar
Na crista daquela onda
Passei a adorar o mar

Ajoelhei e pedi
A Deus para abençoar
Ajoelhei e pedi
A Deus para abençoar
Na crista daquela onda
Todas as ondas do mar
Na crista daquela onda
De espuma branca a brilhar.

Esquemas (clique na imagem para ampliar)

Anúncios
Publicado em O Fado de Lisboa | 1 Comentário

Fado Pedro Rodrigues em Ré menor

De regresso aos fados, aqui juntam-se dois pedidos : o Caso Arrumado, cantado por Ana Moura e que me foi pedido, não é nada mais nada menos que um fado Pedro Rodrigues (outro pedido). Este fado simplesmente tem o nome de quem o compôs (não sei em que ano, não tendo cá a minha bíblia dos fados, o tal livro de Daniel Gouveia que já várias vezes referi neste blogue.) Exemplos de letras aplicadas ao fado Pedro Rodrigues são muitos: Nunca é silêncio vão (Carminho), Duas lágrimas de orvalho (Carlos do Carmo), Ai meu amor se bastasse (Aldina Duarte), Primavera (Amália Rodrigues) são apenas os mais famosos.

Vamos estudar aqui a versão da Ana Moura, tocada em ré menor (um tom mais usado pelas mulheres), e mais tarde irei colocar a versão em sol menor, cantada pelos homens, por exemplo na versão de Carlos do Carmo, Duas lágrimas de orvalho.

Aqui vai o vídeo:

Apontamentos prévios:

  • O acorde de A#° faz-se assim: 655655. Constitui apenas uma transição e pode até ser substituído por um simples acorde de A# ou A#7.
  • O acorde de C#dim pode ser efectuado de duas maneiras: x4535x ou x4565x. No esquema (h), alterna-se a corda tocada pelo indicador ao passar da corda de Lá (4a posição) para a corda de Mi grave (5a posição).
  • No esquema (f), o acorde Em3 que serve de transição efectua-se muito facilmente: basta deslocar o dedo mínimo sem alteração da posição dos restantes dedos.

Nota habitual :
São assinalados (entre parênteses) por a, b, c, etc., os esquemas de transição mais comuns. Esses esquemas são representados mais abaixo neste artigo (clique na imagem para ampliar). Quando várias letras aparecem, “(a,b)” por exemplo, significa que o tocador pode utilizar qualquer uma das passagens (a) e (b). Agradeço todos os comentários e correcções: lembro que sou apenas um amador que toca fado para divertimento pessoal.

Intro : C#dim – Dm – A#° – A7 – Dm – (a) Gm – C#dim – Dm – (b) A#° – A7 – Dm (c,d)

Dm                     A#°            A7 (h)
Não te via há quase um mês
Chegaste e mais uma vez
.                                     Dm  (a,g)     Gm
Vinhas bem acompanhado
.                      C#dim    Dm (b)
Sentaste-te à minha mesa
.             A#°                     A7 (f)
Como quem tem a certeza
.                                       Dm (a,e) Gm
Que somos caso arrumado
.       C#dim                   Dm (b)
Sentaste-te à minha mesa
.                A#°               A7 (f)
Como quem tem a certeza
.                                     Dm (c,d)
Que somos caso arrumado

Ela não me queria ouvir
Mas tu pediste a sorrir
O nosso fado preferido
Fiz-te a vontade, cantei
E quando à mesa voltei
Ela já tinha saído
Fiz-te a vontade, cantei
E quando á mesa voltei
Ela já tinha saído

Não é a primeira vez
Que começamos a três
Eu vou cantar e depois
O nosso fado que eu canto
É sempre remédio santo
Acabamos só nós dois
O nosso fado que eu canto
É sempre remédio santo
Acabamos só nós dois

Eu sei que tu vais voltar
Para de novo te livrar
De um caso sem solução
Vou cantar o nosso fado
Fica o teu caso arrumado
O nosso caso é que não
Vou cantar o nosso fado
Fica o teu caso arrumado
O nosso caso é que não

Esquemas de transição (clique nas imagens para ampliar)


Publicado em O Fado de Lisboa | 6 Comentários

A viola de fado está de férias

Pois é, não haverá actualizações nem novos fados durante as próximas duas semanas. Amanhã dia 23 viajo até à nossa querida Europa para passar o Natal e o fim do ano com os meus familiares.

Este blogue já recebeu mais de 3 600 visitas desde que começou em princípios de Outubro. Não passaram ainda 3 meses, e já me parece um pequeno sucesso, tendo em conta as dúvidas que eu tinha no início. Acredito que vale a pena continuar. Obrigado a todos os que me incentivaram, e ainda agradeço a todos os que quiserem corrigir os meus erros nas cifras e pautas que apresento.

Só depois do 06 de Janeiro de 2011 é que irei colocar outros fados aqui, entre eles o Fado Pedro Rodrigues, o Cavalo Ruço, Carta a Leslie Burke e também, para variar um pouco, um fado de Coimbra (não sei ainda qual deles).

Desejo a todos e a todas umas boas festas, um excelente Natal e um feliz Ano Novo, que tudo corra pelo melhor e que o fado vos acompanhe sempre, da mesma forma que me acompanha a mim.

Aquele abraço,
Miguel

Publicado em Geral | 6 Comentários

Fado Lopes

A pedido do amigo Igor Sá, vamos estudar o Fado Lopes, mais um fado famoso do repertório nacional, já interpretado por vários fadistas, como João Braga (Dizem-me coisas de alguém), e objecto de muitas Variações sobre o Fado Lopes (instrumentais). Vamos utilizar a letra cantada por Ricardo Ribeiro, com o Jaime Santos na viola : Fama de Alfama.

Aqui vai o vídeo:

Apontamentos prévios:

  • Inspire-se na passagem d para trabalhar com o “quadrado mágico”: nas partes de Em e B7 pode utilizar a qualquer momento, em vez dos toques habituais, as casas 9 e 10 das cordas de Mi grave e Lá.

Nota habitual :
São assinalados (entre parênteses) por a, b, c, etc., os esquemas de transição mais comuns. Esses esquemas são representados mais abaixo neste artigo (clique na imagem para ampliar). Quando várias letras aparecem, “(a,b)” por exemplo, significa que o tocador pode utilizar qualquer uma das passagens (a) e (b). Agradeço todos os comentários e correcções: lembro que sou apenas um amador que toca fado para divertimento pessoal.

Introdução : E7 – Am – B7 – Em – E7 – Am – B7 – Em (c) (veja mais abaixo a introdução completa)

Em (c,e)                        B7
Não tenham medo da fama
.            (d)                Em
De Alfama mal afamada
.                                       B7
Não tenham medo da fama
.                                  Em
De Alfama mal afamada

E7 (ver intro)        Am
A fama ás vezes difama
.            B7                    Em
Gente boa, gente honrada
E7                        Am
A fama ás vezes difama
.             B7                   Em (f)
Gente boa, gente honrada

Fadistas venham comigo
Ouvir o fado vadio
Fadistas venham comigo
Ouvir o fado vadio
E cantar ao desafio
Num castiço bairro antigo
E cantar ao desafio
Num castiço bairro antigo

Vamos lá, como eu lhes digo
E hão-de ver de madrugada
Vamos lá, como eu lhes digo
E hão-de ver de madrugada
Como foi boa a noitada
No velho bairro de Alfama
Como foi boa a noitada
No velho bairro de Alfama

Não tenham medo da fama
De Alfama mal afamada
Não tenham medo da fama
De Alfama mal afamada

Parte instrumental : Em – B7 – Em – B7 – Em – E7 – Am – B7 – Em – E7 – Am – B7 – Em (4 vezes)

Vamos lá, como eu lhes digo
E hão-de ver de madrugada
Vamos lá, como eu lhes digo
E hão-de ver de madrugada

Como foi boa a noitada
No velho bairro de Alfama
Como foi boa a noitada
No velho bairro de Alfama

Eu sei que o mundo falava
Mas por certo, com maldade
Eu sei que o mundo falava
Mas por certo, com maldade

Pois nem sempre era verdade
Aquilo que se contava
Pois nem sempre era verdade
Aquilo que se contava

Muita gente ali, levava
Vida sã e sossegada
Sob uma fama malvada
Que a salpicava de lama

A fama ás vezes difama
Gente boa, gente honrada
A fama ás vezes difama
Gente boa, gente honrada

Esquemas de transição (clique nas imagens para ampliar)


Publicado em O Fado de Lisboa | 5 Comentários

Fado Ginguinhas

O Fado Ginguinhas é um fado alegre no tom, um pouco melancólico nas letras utilizadas : as variantes mais famosas são “A moda das tranças pretas”, popularizada por Vicente da Câmara, e “Andorinhas”, cantada por Carlos do Carmo. Terá sido composto na primeira metade do século XX por Bernardo Lino Teixeira.

Vamos utilizar aqui a versão mais conhecida : “A moda das tranças pretas”.

Aqui vai o vídeo :

Apontamentos prévios:

  • A sequência final da introdução (0-2-4-5 na corda de Mi) não é obrigatória, nem é executada na versão apresentada aqui através do vídeo. Resolvi indicá-la na mesma, uma vez que se trata de um esquema comum.
  • O acorde de E7 deve ser executado das 3 formas existentes : 022130, (7)7675x e (7)79797. De notar, no esquema (f ‘), a passagem entre o E7 [(7)7675x] ao E7 [(7)79797].
  • As transições (f) e (f ‘) aparecem no mesmo esquema por comodidade, uma vez que o esquema faz como se se tratasse de um único esquema global. A parte (f ‘) consiste na “passagem” de E7 para E7, e volta a aparecer mais tarde a seguir a uma passagem (g) [será que me faço entender?]

Nota habitual :
São assinalados (entre parênteses) por a, b, c, etc., os esquemas de transição mais comuns. Esses esquemas são representados mais abaixo neste artigo (clique na imagem para ampliar). Quando várias letras aparecem, “(a,b)” por exemplo, significa que o tocador pode utilizar qualquer uma das passagens (a) e (b). Agradeço todos os comentários e correcções: lembro que sou apenas um amador que toca fado para divertimento pessoal.

Introdução : F# – Bm – E – A (veja a introdução completa mais abaixo)

A                                                  (b,h) E7
Como era linda com seu ar namoradeiro
.                                                                      A             (c,d,e)
‘Té lhe chamavam “menina das tranças pretas”,
.             F#                                   Bm (f)
Pelo Chiado caminhava o dia inteiro,
.             E7 (f ‘)                          A (c)
Apregoando raminhos de violetas.
.              F#                                   Bm (g)
Pelo Chiado caminhava o dia inteiro,
.            E (f’)                             A (h)
Apregoando raminhos de violetas.

E as raparigas d’alta roda que passavam
Ficavam tristes a pensar no seu cabelo,
Quando ela olhava, com vergonha, disfarçavam
E pouco a pouco todas deixaram crescê-lo.
Quando ela olhava, com vergonha, disfarçavam
E pouco a pouco todas deixaram crescê-lo.

Passaram dias e as meninas do Chiado
Usavam tranças enfeitadas com violetas,
Todas gostavam do seu novo penteado,
E assim nasceu a moda das tranças pretas.
Todas gostavam do seu novo penteado,
E assim nasceu a moda das tranças pretas.

Da violeteira já ninguém hoje tem esperanças,
Deixou saudades, foi-se embora e à tardinha
Está o Chiado carregado de mil tranças
Mas tranças pretas ninguém tem como ela as tinha.
Está o Chiado carregado de mil tranças
Mas tranças pretas ninguém tem como ela as tinha.

Esquemas de transição (clique nas imagens para ampliar)



Publicado em O Fado de Lisboa | 4 Comentários

Fado Bacalhau

A pedido do leitor Francisco Pais, que pediu 4 fados, já vai um : o Fado Bacalhau. Composto por José António Augusto da Silva (1880-1935), conhecido por José Bacalhau, o Fado Bacalhau data do início do século XX, tendo sido cantado por inúmeras vozes do fado, de entre as quais se destacam Maria Amélia Proença (Grata ofensa). Alfredo Marceneiro (Amor de pai), Vicente da Câmara (A cinza nunca está morta), Amália Rodrigues (Mulher que já foi tua). Neste site encontram-se várias informações acerca deste fado: ficamos a saber, por exemplo, que o Fado Bacalhau gerou alguma polémica quando foi escrito, por apresentar sextilhas e não quadras, e também mais tarde, sendo que o próprio Armandinho reivindicou a autoria do fado, já em 1922.

Vamos utilizar uma letra cujo título é Dias de esperança perdida (agradeço ao João por me ter dado a informação), na voz de Gabriel Carlos (guitarra de António Jorge, viola Gabriel Carlos) [informação dada pelo leitor Thefadistalouco, a quem agradeço a ajuda].

Aqui vai o vídeo :

Apontamentos prévios:

  • Pode-se intercalar, sem nenhuma obrigação, em certas passagens, o acorde de Eb [x6534x].
  • A passagem (c) pode ser efectuada também utilizando a corda de Lá (0-2-3) em vez da sequência (3-5-7) da corda de Mi.

Nota habitual :
São assinalados (entre parênteses) por a, b, c, etc., os esquemas de transição mais comuns. Esses esquemas são representados mais abaixo neste artigo (clique na imagem para ampliar). Quando várias letras aparecem, “(a,b)” por exemplo, significa que o tocador pode utilizar qualquer uma das passagens (a) e (b). Agradeço todos os comentários e correcções: lembro que sou apenas um amador que toca fado para divertimento pessoal.

Introdução : Cm – Gm – Eb – D7 – Gm (veja a sequência completa mais abaixo : Introdução)

Gm    (c)   Cm
Na rua onde tu moras
.                          (b)  D7
Onde a sorrir me dizias
.                            Gm                        (c) Cm
A esperança dá-nos mais vida
.                              Gm
Minutos fizeram horas
.                    (d,e,g) D7
E as horas fizeram dias
.                                       Gm          (c) Cm
De tanta esperança perdida
.                               Gm
Minutos fizeram horas
.                      (d,e,g) D7
E as horas fizeram dias
.                                        Gm (f,h)
De tanta esperança perdida

Sedentes por um caminho
Sombras vivas como eu
Seguem o sonho que eu tive
Vão deixando pelo caminho
Sinais de quem se perdeu
Na lembrança que hoje vive
Vão deixando pelo caminho
Sinais de quem se perdeu
Na lembrança que hoje vive

Mas se um louco se habitua
A viver a sua loucura
A minha tem este fim:
Passar sempre à tua rua
Quero ir à tua procura
Para te perguntar por mim
Passar sempre à tua rua
Quero ir à tua procura
Para te perguntar por mim

Introdução (clique na imagem para ampliar)
Fado Bacalhau (introdução)
Esquemas de transição (clique nas imagens para ampliar)
Fado Bacalhau (b-d)
Fado Bacalhau (e-h)

Publicado em O Fado de Lisboa | 8 Comentários

Fado Loucura

Este é um dos mais célebres do repertório do fado : o Fado Loucura, (música Júlio de Sousa) é muitas vezes interpretado com a letra “Sou do fado” (Ana Moura, Carlos Zel, Carlos do Carmo são apenas exemplos). Contudo, vamos utilizar a letra e a interpretação de um dos fadistas que me deixa mais saudades : Belos Tempos, da autoria de Fernando Farinha.

Pode encontrar mais informações acerca do Fado Loucura no blogue Fado Cravo.

Aqui vai o vídeo :

Apontamentos prévios:

  • Neste fado, podemos executar o acorde de Bbm de duas formas diferentes : (1)13321 ou 688666.
  • As passagens (e) e (f) são iguais : só dependem da forma como queremos executar o acorde de Bbm que antecede o acorde de Ebm.

Nota habitual :
São assinalados (entre parênteses) por a, b, c, etc., os esquemas de transição mais comuns. Esses esquemas são representados mais abaixo neste artigo (clique na imagem para ampliar). Quando várias letras aparecem, “(a,b)” por exemplo, significa que o tocador pode utilizar qualquer uma das passagens (a) e (b). Agradeço todos os comentários e correcções: lembro que sou apenas um amador que toca fado para divertimento pessoal.

Introdução : Ebm (a) Bbm – F (b) Bbm

F          Bbm       (c)          F
Belos tempos, que eu vivi
Com oito anos de idade
.                            (d)   Bbm
Quando no fado apareci
F         Bbm          (c)      F
Ambição, sonho querido
Em que eu fiz desta canção
.                          (d)        Bbm
O meu brinquedo preferido
.   (e,f)              Ebm
De muito novo
.                                Bbm
Assentei praça no fado
.                        (c)     F
E com as praças antigas
.                              Bbm
Aprendi a ser soldado
.      (g)      Ebm
Passei a pronto
.                        (a)      Bbm
Fiz do fado a minha luta
.                                 F
E agora tenho saudade
.                                Bbm
De quando era recruta

Belos tempos, quem me dera
Voltar à velha unidade
Do retiro da severa
Ter ainda, o carinho
Desse grande comandante
Que se chamava armandinho
Ver novamente, cantadores e cantadeiras
Naquele grupo valente
Que deu brado nas fileiras
E ouvir também
Alguém chamar na parada
Pelo “miúdo da bica”
E eu responder à chamada

Esquemas de transição (clique nas imagens para ampliar)

Fado Loucura (a-d)

Fado Loucura (e-g)

Publicado em O Fado de Lisboa | 5 Comentários