Fado Marcha de Raul Pinto

De volta aos fados tradicionais, e a pedido de um leitor, aqui vai o Fado Marcha de Raul Pinto. Foi recentemente cantado pela Carminho, mas ganhou fama com o grande Fernando Maurício (que merecia uma referência neste blogue, já tardava), na letra Sótão da Amendoeira. Este fado apresenta também outra letra cantada por Carlos do Carmo (O resto da minha esperança) e por Cidália Moreira em Eu vivo melhor assim.

Aqui vai o vídeo:

Apontamentos prévios:

  • Passagem c : a passagem não é de todo indispensável, pode-se usar o G ou o G7 nesta parte da música.
  • Passagem g : passagem rápida, que só aparece nas últimas duas estrofes (2’42” e 3’27” da música).

Nota habitual :
São assinalados (entre parênteses) por a, b, c, etc., os esquemas de transição mais comuns. Esses esquemas são representados mais abaixo neste artigo (clique na imagem para ampliar). Quando várias letras aparecem, “(a,b)” por exemplo, significa que o tocador pode utilizar qualquer uma das passagens (a) e (b). Agradeço todos os comentários e correcções: lembro que sou apenas um amador que toca fado para divertimento pessoal.

Introdução: Fm – Cm – G7 – Cm (ver mais abaixo a introdução completa)

Cm (b)               G7 (c)
Naquele típico sótão
Sob as telhas mais antigas
.  Fm                        Cm (d,e,h,i)
Da Rua da Amendoeira

Fm         (f)                   Cm
Inda há traços que denotam
.                           (b)  G7 (c)
O sabor dado às cantigas
.                                Cm (d,e,h,i)
Pla Matilde cantadeira

Fm                               Cm
Inda há traços que denotam
.                            (b) G7 (c,g)
O sabor dado às cantigas
.                              Cm
Pla Matilde cantadeira

Airosa mas inconstante
A Matilde dava ao Fado
A graça de outros estilos
No velho café cantante
Que ficava mesmo ao lado
Da Estalagem dos Camilos
No velho café cantante
Que ficava mesmo ao lado
Da Estalagem dos Camilos

No sótão esconso e sujo
Três sombras, porte ufano
Espreitam a Mouraria
As lágrimas dum Marujo
Os ciúmes dum Cigano
E os remorsos de um Rufia
As lágrimas dum Marujo
Os ciúmes dum Cigano
E os remorsos de um Rufia

Senti presos os meus pés
Mas desviei o caminho
E quedei-me ali à beira
Só para ver outra vez
Aquele sótão velhinho
Da rua da Amendoeira
Só para ver outra vez
Aquele sótão velhinho
Da rua da Amendoeira

Introdução completa (clique para ampliar)

Esquemas de transição (clique para ampliar):


Esta entrada foi publicada em O Fado de Lisboa. ligação permanente.

Uma resposta a Fado Marcha de Raul Pinto

  1. Armando Monteiro diz:

    Parabéns pelo seu excelente Blog!

    Sou um amador que gosta de cantar o fado acompanhando-se à viola. Mas sei que tenho muito para aprender com os mestres do acompanhamento do fado à viola. Costumo utilizar os acordes maiores e menores simples, porem parece-me, se não estou errado, que os grandes mestres utilizam acordes: tónica, mediante(terceira) e dominante (quinta justa); mas também acordes de: tónica, terceira e quinta que pode ser aumentada ou diminuta, além de acordes com notas dissonantes.
    Conheço uma certa gama de posições (acordes) e por vezes vejo os mestres utilizarem outras posições (acordes) que não conheço e gostaria conhecer. Se puder esclarecer-me ficar-lhe-ei muito grato.

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