Fado Bacalhau

A pedido do leitor Francisco Pais, que pediu 4 fados, já vai um : o Fado Bacalhau. Composto por José António Augusto da Silva (1880-1935), conhecido por José Bacalhau, o Fado Bacalhau data do início do século XX, tendo sido cantado por inúmeras vozes do fado, de entre as quais se destacam Maria Amélia Proença (Grata ofensa). Alfredo Marceneiro (Amor de pai), Vicente da Câmara (A cinza nunca está morta), Amália Rodrigues (Mulher que já foi tua). Neste site encontram-se várias informações acerca deste fado: ficamos a saber, por exemplo, que o Fado Bacalhau gerou alguma polémica quando foi escrito, por apresentar sextilhas e não quadras, e também mais tarde, sendo que o próprio Armandinho reivindicou a autoria do fado, já em 1922.

Vamos utilizar uma letra cujo título é Dias de esperança perdida (agradeço ao João por me ter dado a informação), na voz de Gabriel Carlos (guitarra de António Jorge, viola Gabriel Carlos) [informação dada pelo leitor Thefadistalouco, a quem agradeço a ajuda].

Aqui vai o vídeo :

Apontamentos prévios:

  • Pode-se intercalar, sem nenhuma obrigação, em certas passagens, o acorde de Eb [x6534x].
  • A passagem (c) pode ser efectuada também utilizando a corda de Lá (0-2-3) em vez da sequência (3-5-7) da corda de Mi.

Nota habitual :
São assinalados (entre parênteses) por a, b, c, etc., os esquemas de transição mais comuns. Esses esquemas são representados mais abaixo neste artigo (clique na imagem para ampliar). Quando várias letras aparecem, “(a,b)” por exemplo, significa que o tocador pode utilizar qualquer uma das passagens (a) e (b). Agradeço todos os comentários e correcções: lembro que sou apenas um amador que toca fado para divertimento pessoal.

Introdução : Cm – Gm – Eb – D7 – Gm (veja a sequência completa mais abaixo : Introdução)

Gm    (c)   Cm
Na rua onde tu moras
.                          (b)  D7
Onde a sorrir me dizias
.                            Gm                        (c) Cm
A esperança dá-nos mais vida
.                              Gm
Minutos fizeram horas
.                    (d,e,g) D7
E as horas fizeram dias
.                                       Gm          (c) Cm
De tanta esperança perdida
.                               Gm
Minutos fizeram horas
.                      (d,e,g) D7
E as horas fizeram dias
.                                        Gm (f,h)
De tanta esperança perdida

Sedentes por um caminho
Sombras vivas como eu
Seguem o sonho que eu tive
Vão deixando pelo caminho
Sinais de quem se perdeu
Na lembrança que hoje vive
Vão deixando pelo caminho
Sinais de quem se perdeu
Na lembrança que hoje vive

Mas se um louco se habitua
A viver a sua loucura
A minha tem este fim:
Passar sempre à tua rua
Quero ir à tua procura
Para te perguntar por mim
Passar sempre à tua rua
Quero ir à tua procura
Para te perguntar por mim

Introdução (clique na imagem para ampliar)
Fado Bacalhau (introdução)
Esquemas de transição (clique nas imagens para ampliar)
Fado Bacalhau (b-d)
Fado Bacalhau (e-h)

Esta entrada foi publicada em O Fado de Lisboa. ligação permanente.

8 respostas a Fado Bacalhau

  1. RuiLuís diz:

    Bom, já procurava há muito tempo uma pagina na web assim. Parabéns !

    O “Fado Bacalhau” é um fado melancólico como eu gosto imenso. Ainda não conhecia esta versão e fiquei a adorar.

    Muito obrigado e saudações fadistas !
    Feliz Natal !

    RuiLuís

  2. thefadistalouco diz:

    Posso esclarecer que quem canta é um cantor e fadista viseense Gabriel Carlos
    Na guitarra portuguesa Antonio Jorge (lx) e viola Gabriel Carlos

  3. thefadistalouco diz:

    titulo deste Bacalhau é ” Dias de Esperança Perdida” letra de Clemente José Pereira, colhi esta informaçao mas carece de cofirmaçao…saudaçoes fadistas

  4. João diz:

    Confirmo o nome do Fado! (Dias de Esperança Perdida)

  5. João diz:

    Só para deixar mais uma informação, nesta interpretação o Gabriel deixou uma seistilha de fora, que se pode ouvir na interpretação do mesmo Fado pelo Sr. Fernando Mauricio

  6. boa tarde companheiros, tem esta como fim de vos solicitar se publicavam o fado do Vicente da Câmara A CINZA NUNCA ESTÁ MORTA de Maria de Jesus Facco Viana [fado bacalhau] pois não a consigo encontrar em lado algum, e como a ele fazeis referência daí este meu pedido, agradecendo a v/atenção ao v/dispor saudações fadistas.

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