O Fado Menor é considerado um dos três mais antigos do género musical, além do Mouraria e do Corrido. Trata-se também de um dos mais interpretados e dos mais fáceis de executar, pois tem apenas 2 acordes. Não nos deixemos no entanto iludir pela aparente facilidade, pois este fado, como os outros, necessita uma certa dose de improvisação e inclui uma certa riqueza, que não vamos ver aqui nos esquemas de transição mais comuns.
Vamos utilizar a interpretação do António Rocha, mas também poderíamos ouvir o Velhinho Fado Menor, de João Braga com letra de Maria Manuel Cid (embora este fado seja, na verdade, um Fado Évora, que teremos ocasião de estudar mais tarde.) Quem quiser tocar outras variantes pode acompanhar o Fado Menor na voz de Maria Alice, Voz do Vento, numa interpretação recente de Kátia Guerreiro (mas difícil de tocar, com toques mais modernos), também pode ir acompanhando a Ana Moura, a Cristina Branco com Os teus olhos são dois círios (letra de Linhares Barbosa), tendo a versão de Ana Moura uma introdução que mais tarde poderemos também executar.
Apontamentos prévios:
- A passagem de xx0232 para xx4232 (no acorde D) equivale, na verdade, a uma passagem D – Bm7 (x24232).
Nota habitual :
São assinalados (entre parênteses) por a, b, c, etc., os esquemas de transição mais comuns. Esses esquemas são representados mais abaixo neste artigo (clique na imagem para ampliar). Agradeço todos os comentários e correcções: lembro que sou apenas um amador que toca fado para divertimento pessoal.
Introdução : Gm (a,c) D – Gm
Gm (a,c) D
Chorai, fadistas, chorai
. Gm (b)
Que a Severa já morreu
. (a,c) D
Fadistas como a Severa
. Gm (b)
Nunca o fado conheceu
. (a,c) D
Fadistas como a Severa
. Gm (b)
Nunca o fado conheceu
Trinai, guitarras de pinho
Sinos das torres, dobrai
Chorai, pedras do caminho
Chorai, fadistas, chorai
Chorai, pedras do caminho
Chorai, fadistas, chorai
Ponham em todas as velas
Luzes viradas ao céu
Ponham em todas as velas
Luzes viradas ao céu
Digam às próprias estrelas
Que a Severa já morreu
Digam às próprias estrelas
Que a Severa já morreu
Viveu e amou em pecado
Mas sempre de alma sincera
Viveu e amou em pecado
Mas sempre de alma sincera
Já mais cantarão o fado
Fadistas como a Severa
Já mais cantarão o fado
Fadistas como a Severa
A desgraça foi a graça
Em que sempre se envolveu
A desgraça foi a graça
Em que sempre se envolveu
Mas fadista de tal raça
Nunca o fado conheceu
Mas fadista de tal raça
Nunca o fado conheceu

Olá!
Sou amador, toco violão e também canto umas coisas. Comecei há pouco tem a embrenhar-me nos assuntos do Fado, porque costumava dedicar-me às canções. As minhas fontes de inspiração são: os fados do saudoso Fernando Maurício. Dos actuais, gosto muito de ouvir António Rocha, António Zambujo, Ana Moura…etc.
Para já constato que no fado existem bonitos acordes e principalmente bonitos graves (bordões).
Noto que nos quadros expostos não faz referencia aos bordões que são o sal do acompanhamento.
Cumprimentos
AM
Caro Armando,
Não percebo muito bem o pedido, uma vez que os bordões estão explicados nos esquemas de transição e num vídeo que aparece na página das técnicas do fado.
É a isso que se refere?
Cumprimentos
Onde se lê tem, pretendo dizer tempo
Não quero escrever qualquer comentário, apenas gostava de saber se existe algum FADO MENOR DE ÉVORA. caso haja, gostaria de saber quem foi o músico que o escreveu.
Para resposta o meu e-mil esta como sempre em baixo.
Mtº. Obrigado
M.Guerra
Viva Mário Guerra.
Fado Evora – autor Josá Marques ( Piscalarete) 1895 – 1967, fonte Todos os Fados , vol.16 pag.21
Luis Aires